quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mudanças no Conceito de Família e Patologias do Mundo Atual

Semana da Psicologia - Tema abordado na Palestra da Professora Janete Noya - FMU

O que é observado, através da história, é que na Idade Média, o conceito de família era bem diferente do que vivemos hoje, os casamentos eram feitos através de acordos entre as famílias, segundo os interesses de classes sociais. Os filhos nascidos dessas uniões, eram crianças que cresciam entre adultos onde todos educavam e orientavam, não havia a diferenciação entre as fases do desenvolvimento, infância, adolescência e fase adulta. Pelas pinturas medievais, podemos observar crianças reportadas como adultos em miniatura, usando o mesmo tipo de roupa e perambulando entre as pessoas. Como muitos bebês morriam, foi-se vendo a necessidade de maior atenção e cuidados nos primeiros anos de vida, por isso, desde então designou-se à mulher a responsabilidade de criar e educar os filhos. Hoje em dia, a família contemporânea, em muito se transformou. Os casamentos acontecem por afetividade, com liberdade de escolhas. A mulher saiu para também atuar o universo profissional, sendo, muitas vezes, o "carro-chefe" das finanças domésticas. A relação pai/filho está mais próxima, não sendo apenas um legado da mãe ter intimidade maior com sua prole. Os pais (pais e mães) se colocam como cuidadores e mantenedores dos filhos por um tempo mais extenso, ao menos aqui, em nossa cultura, é comum filhos já adultos ainda em dependência da casa dos pais.
Com toda a transformação da sociedade, surgiram as novas patologias (estresse, depressão, compras compulsivas, aneroxia, bulimia, etc.), causadas principalmente pelo excesso de informações e necessidade de rapidez em cada tomada de decisão e luta em face à competividade.
Hoje, se as pessoas não buscarem um pólo de introspecção e relaxamento, realmente o “turbilhão” da modernidade se fará devastador na vida de cada um.
Anna Mesquita
Terapeuta Psicosensorial